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O papel do educador diante das novas metodologias

Atualizado: 4 de Set de 2020

Autora: Paula Brasil


Falar sobre Educação, no início da terceira década do século XXI, é debater as mudanças que estamos todos enfrentando. Estamos atravessando uma pandemia. Mudanças de rotinas, alteração do quotidiano, ruptura paradigmática. Uma nova época: didáctica e diferente. As pessoas precisa(ra)m se adaptar e mudar os seus planos diante desta nova realidade.


Qual o papel do professor, do educador, neste contexto?


O como lembra o Prof. António Sampaio da Nóvoa, neste século, o papel do professor é transformado(r). Sua principal função não é mais a de transmitir conhecimento, mas de organizar os vários pensamentos, sistematizar os estudos e auxiliar no trabalho em equipa, conduzindo as (várias formas de) aprendizagens a que se chegar, por meio dos debates e da construção colectiva e das inter-relações que surgem.


Cabe, portanto, aos educadores e formadores, incentivar a procura pelo conhecimento — que está em diversos lugares e que pode ser encontrado nos debates entre os colegas, nos textos e informações existentes na internet e acessível nos celulares e tablets, nas considerações e conclusões a que o grupo chegar, por meio do diálogo e das relações que são estabelecidas em actividades que sejam orientadas pelo professor.


Contudo, na dimensão prática, neste momento de pandemia, é crucial sairmos das questões focadas nas habilidades técnicas (nas disciplinas) e passarmos a enfatizar e analisar as experiências e os problemas sociais (isto é, passarmos a buscar desenvolver a lógica da resolução temática, do pensamento reflexivo, das interacções entre as diversas problemáticas, da resolução das grandes questões e modelos, que respondam aos dilemas dos tempos difíceis e ambíguos que estamos atravessando).


Assim, ao buscar um curso de aperfeiçoamento, tenha em mente que deve ser um curso que privilegie sua capacidade de participação, com metodologias activas, que favoreça o diálogo entre os pares e o relacionamento interpessoal, porque cada pessoa carrega consigo a sua própria visão de mundo (e isso tem muito valor!).


A formação continuada passa pelas palavras “colaboração” e “cooperação”, que vêm justamente de co-laboração e co-operação. Ou seja: o trabalho colectivo, o ato de laborar e operar junto. Aprender a interagir com outras pessoas, no local de trabalho e também nas demais esferas sociais, é o principal desafio e necessidade que se impõe à sociedade e à educação do século XXI.


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