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"Soft Skills" para a contemporaneidade

Atualizado: 4 de Set de 2020


Autora: Paula Brasil


Falar sobre Educação, no início da terceira década do século XXI, é também debater as mudanças que estamos (todos) enfrentando. Estamos atravessando uma pandemia. Mudanças de rotinas, alteração do quotidiano, ruptura paradigmática. Uma nova época: didáctica e diferente. As pessoas precisa(ra)m se adaptar e mudar os seus planos diante desta nova realidade.


Soft Skills, Hard Questions”. Porém, inverto um pouco o jogo de palavras, muito bem elaborado por Peter Drucker (na verdade, pelo Drucker Institute): “Hard questions, soft skills”, ou seja, as “Hard Questions” (questões difíceis) talvez sejam melhores respondidas pelas “Soft Skills” (habilidades comportamentais).


E quais habilidades seriam essas? São muitas, mas dentre elas podemos citar: a habilidade de trabalhar em equipa (com empatia, alteridade e — por que não? — com sororidade); de se comunicar de maneira clara e eficaz; de se adaptar e flexibilizar às adversidades e ter a desenvoltura para encontrar soluções ou alternativas e, com isso, buscar uma forma de resolver os problemas. Ter pensamento criativo.


Em poucas palavras, para enfrentarmos questões difíceis é importante cultivarmos habilidades sutis: de boa comunicação interpessoal; da persuasão (sem o embate), da proactividade; a capacidade de liderança para as resoluções dos conflitos; e por fim, da negociação e da resiliência.


Uma questão que se coloca para os adultos já formados e inseridos no mercado de trabalho, neste momento, é: O que fazer para melhorar?


E, para quem trabalha com educação resta implementá-la por meio de um processo que favoreça este duplo sentido: a educação e a formação continuada passam a ter um duplo objectivo (articulado e diferenciado): 1) de incrementar as “hard skills”, ou seja, aprimorar as habilidades e conhecimentos técnicos das pessoas — que geralmente são mensuráveis de forma objetiva — mas 2) também servir para a construção e favorecimento das “soft skills”.


Por meio das metodologias participativas, promove-se um debate, desenvolvem-se novas práticas, com novos olhares e focos. A “aprendizagem” fica natural, porque decorrente da relação entre as pessoas, resultante do debate e do diálogo, brotadas das dinâmicas em equipa.


Assim, as dúvidas sobre: “Como eu devo me adaptar? Como melhorar meu currículo? Como devo apresentar tudo o que eu já possuo? E, principalmente, como continuar me aperfeiçoando?” talvez apenas sejam respondidas tendo esse duplo olhar: a educação continuada deve buscar a melhoria dos currículos e das competências técnicas, mas é necessário também lembrar que as competências mais procuradas pelas empresas e para o enfrentamento das maiores dificuldades da actualidade, são de outra “estirpe”, são as comportamentais, as chamadas “soft skills”.


A educação do século XXI precisa levar isso em consideração. Especialmente a educação para a formação continuada.

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